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Lula vai ao RS com estratégia de reação à crise no STF

Campanha decide reforçar a defesa de mudanças no Judiciário e aumentar a presença do presidente nas redes

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula visita o Rio Grande do Sul para fortalecer a campanha em uma região desafiadora, após crise no STF.
  • Campanha do PT busca aumentar a presença de Lula nas redes sociais e defender mudanças no Judiciário.
  • Lula participa de reuniões em Canoas e Viamão para destacar ações do governo federal na reconstrução do estado após tragédias climáticas.
  • Desafio eleitoral no Sul é diminuir a rejeição e a diferença em relação à direita, usando ações federais como ferramenta de aproximação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Desafio eleitoral no Sul é diminuir a rejeição e a diferença em relação à direita Ricardo Stuckert/PR - 10.09.2026

Depois de uma semana em que a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) preocupou aliados e interferiu na estratégia eleitoral, o presidente Lula chega ao Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (11), tentando retomar a ofensiva da campanha em uma das regiões mais difíceis para o petista.

A orientação é aumentar o tom na defesa de mudanças no Poder Judiciário e ampliar a presença do próprio Lula nas redes sociais, além de reforçar o discurso de combate em relação ao caso Daniel Vorcaro.


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A avaliação da campanha é de que a crise mudou a conjuntura e exige uma postura mais enfática do presidente e do PT.

Internamente, a sensação no governo é de que a crise no STF deu uma “arrumada” depois das decisões tomadas pelo presidente do tribunal, Edson Fachin. Ainda assim, o episódio permanece no centro das preocupações eleitorais. Entre aliados, há a expectativa de que uma nova decisão possa retirar do ministro André Mendonça a condução do caso.


É nesse cenário que Lula desembarca no Rio Grande do Sul, um dos estados considerados mais desafiadores pela campanha. Além de reagir à crise nacional, a passagem foi planejada para tentar colocar novamente no centro do discurso as entregas do governo e a atuação federal no estado.

Estratégia no RS

À tarde, Lula terá duas agendas presidenciais. Em Canoas, participa de uma reunião com o governador e prefeitos para discutir o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos, voltado a financiar obras de reconstrução, prevenção e adaptação diante de eventos climáticos.


Depois, segue para Viamão, onde visita a sede própria do campus do IFRS (Instituto Federal do Rio Grande do Sul), adquirida com recursos federais.

Há um objetivo político por trás da combinação das agendas. Integrantes do governo avaliam que Lula precisa mostrar mais diretamente aos gaúchos o que a União fez no estado depois das enchentes e transformar os investimentos na reconstrução em reconhecimento da população.


O governo federal fez da reconstrução do Rio Grande do Sul uma de suas principais vitrines depois da tragédia climática. A avaliação, porém, é que ainda existe uma distância entre o volume de ações anunciadas por Brasília e a percepção de parte dos gaúchos sobre a atuação do governo.

À noite, Lula troca a agenda presidencial pelo palanque. O petista participa de um ato no Centro de Porto Alegre ao lado de Juliana Brizola (PDT), candidata ao governo, e Edegar Pretto (PT), candidato a vice; dos postulantes ao Senado Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL), além da primeira-dama Janja.

Desvantagem nas pesquisas

O desafio eleitoral no Sul aparece nas pesquisas. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (10) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42% e Lula com 39% no primeiro turno, em empate técnico. Em uma eventual disputa de segundo turno, porém, a distância aumenta: Flávio aparece com 53% e Lula, com 42%. O petista também registra rejeição de 53% entre os eleitores gaúchos.

Por isso, mais do que necessariamente virar o jogo no estado, a campanha trabalha para diminuir a diferença em relação à direita no Rio Grande do Sul e reduzir a rejeição ao presidente. Nesse esforço, a atuação federal depois das enchentes é considerada uma das principais ferramentas para tentar ampliar o diálogo com o eleitor gaúcho.

As novas diretrizes da campanha foram discutidas nesta quinta-feira (10), durante uma reunião da Executiva Nacional do PT.

O presidente do partido e coordenador da campanha, Edinho Silva, afirmou que a crise no Supremo alterou a conjuntura e que o partido precisa ser mais enfático na defesa de uma reforma do Judiciário.

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